domingo, 6 de fevereiro de 2011

Uma carta

Pequena, singela mas intensa na vontade de que ela chegue em momento de fazer um bem...
Tenho em mim, desde que escrevi pela vez primeira, em resposta a também vez primeira que recebi a mais linda carta de amor de minha vida (pelo menos até hoje) que escrever uma carta, um bilhete que seja, derramando nela nossos sentimentos, chegamos ao nosso destinatário em dois momentos: aquele em que estamos a escrever e quando os escritos nossos são recebidos... de preferência, em sorrisos...
Uma carta contém vida! E a faz por merecer!
Quando a compomos somos razão e emoção, corpo e alma... riscamos os céus como pássaros, bebemos água da fonte com as mãos em concha, cantamos em silêncio, atravessamos pórticos, abrimos cancelas, refletimos sobre nossas vidas, nossas querências, nossos sonhos...
Em nós brilha a luz da madrugada que se espreguiça e se expressa, carinhosamente, nos trazendo os primeiros raios de sol... ou mesmo nuvens a derramar lágrimas, a molhar a terra, a fertilizar o mundo...
Uma carta é algo fértil!!!
Uma carta é semente, é flor, é fruto... De novo, semente!
Uma carta é sempre um poema de amor...
Nela depositamos esperanças de ser leveza, levar a beleza, ser um bem, ter lembranças, ser criança...
Uma carta, amor, é a vida se refazendo...

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