Nas areias de uma praia qualquer
de meu país
escrevi minha solidão...
Nas ruas, muros e calçadas
de uma cidade qualquer
de meu país
escrevo minha saudade.
A solidão dói.
A saudade, ah, essa constrói!
A solidão não me serve para companheira.
A saudade pode ficar comigo a vida inteira!
A solidão é para quem não tem ousadia.
A saudade, ah, essa é para quem
tem a coragem de morrer
para, depois, renascer.
Renascer para a vida
escrevendo, em areias,
o que, aos poucos, finda.
Mesmo que seja dor ainda...
E, em pedras, o que deva ficar
para fortalecer
toda a beleza
de qualquer bem querer...
Como disse meu camarada e amigo Rafael Simões (Rafa UNE) essa poesia é a cara de todos nós que, muitas vezes, longe dos pagos e de nossas familias, andamos nesse Brasil de nossas vidas nas lutas cotidianas por um novo mundo.
E foi lindamente musicada e interpretada por Marquinho, camarada novo, ainda não conhecido pessoalmente, lá de Palmares, em Pernambuco.
Poesia mundana essa!!! Que bom!!! Se gostamos de escrever, se as palavras, os versos, as prosas, brotam de sentimentos, de vivências, de aprendizados, de convivências, das relações humanas, do amor, que se joguem na vida! Vão para o mundo!!! Sejam interpretadas nos corações e nas musicas por todos que tem a sensibilidade de amar a arte, como se bebessem água da fonte com a concha de suas mãos.
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