Onde foram nos buscar?
Em tempos e não-tempos,
em chegadas não decifradas...
De onde surgimos?
De luas,
de planetas errantes,
de escombros,
de perguntas?
(sem respostas...)
De explosões cósmicas
ou de vulcões em explosão?
De estrelas azuis?
Dos fundos dos rios?
Caímos dos céus?
Saímos dos infernos?
Resultamos de separações continentais?
De mares abertos às passagens de profetas?
Viemos das florestas tropicais
e seus sagrados rituais?
Onde acumulamos sabedoria
sendo menino e menina?
Donde as palavras?
Donde o brincar
brincadeiras nossas,
inventadas, encantadas?
Donde o tanto amar,
sorrir, gargalhar?
Fazer versos
que trocamos como carícias?
Presta atenção
ao que te digo!
Se brincamos
com tanta ternura...
Um dia,
vamos dançar na rua...
Amar na praia,
sob a luz da lua...
Depois,
dobrar a esquina,
na multidão,
como menino-menina.
Espalhando interrogação???
Causando exclamação!!!
Quiçá indignação...
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