domingo, 27 de maio de 2012

NÃO!


Não!
Não te quero meu!
Te quero solto no mundo,
no mais profundo
sonho de liberdade...


Não!
Não te quero meu!
Te quero teu,
sem culpas, sem desculpas,
sem condenações...


Não!
Não te quero meu!
Te quero vivo,
pulsante, delirante,
poetante, viajante,
visitante nos mundos
em que habito...


(Mas te aviso! São loucos
os mundos em que habito...)


Não!
Não te quero meu!
Te quero inteiro,
verdadeiro!
Tu mesmo, a esmo,
a dobrar esquinas 
que são tuas
e não minhas...


Não!
Não te quero meu!
Te quero o que chega
e sai, na hora precisa 
e nem me avisa...


Não!
Não te quero meu!
Pois, só assim,
em segundos,
nós dois, libertos e profundos,
sob a lua, toda nua,
fecundaremos um novo mundo...


Nem meu, nem teu...
De todos! 
Da Humanidade!
De claridade,
Sem saudade,
sem dor,
prenhe de amor!



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