sábado, 26 de fevereiro de 2011

Solidão... Saudade...


Nas areias de uma praia qualquer
de meu país
escrevi minha solidão...
Nas ruas, muros e calçadas
de uma cidade qualquer
de meu país
escrevo minha saudade.

A solidão dói.
A saudade, ah, essa constrói!
A solidão não me serve para companheira.
A saudade pode ficar comigo a vida inteira!

A solidão é para quem não tem ousadia.
A saudade, ah, essa é para quem
tem a coragem de morrer
para, depois, renascer.

Renascer para a vida
escrevendo, em areias,
o que, aos poucos, finda.
Mesmo que seja dor ainda...
E, em pedras, o que deva ficar
para fortalecer
toda a beleza
de qualquer bem querer...


Como disse meu camarada e amigo Rafael Simões (Rafa UNE) essa poesia é a cara de todos nós que, muitas vezes, longe dos pagos e de nossas familias, andamos nesse Brasil de nossas vidas nas lutas cotidianas por um novo mundo.

E foi lindamente musicada e interpretada por Marquinho, camarada novo, ainda não conhecido pessoalmente, lá de Palmares, em Pernambuco.

Poesia mundana essa!!! Que bom!!! Se gostamos de escrever, se as palavras, os versos, as prosas, brotam de sentimentos, de vivências, de aprendizados, de convivências, das relações humanas, do amor, que se joguem na vida! Vão para o mundo!!! Sejam interpretadas nos corações e nas musicas por todos que tem a sensibilidade de amar a arte, como se bebessem água da fonte com a concha de suas mãos.







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Índia Missioneira


Poema que faz parte do CD e da Publicação "Sepé Tiaraju e o Povo Guarani presente na memória do povo".

Projeto 250 anos dos Sete Povos das Missões. Realização da Fundação de Desenvolvimento, Edu-
cação e Pesquisa da Região Celeiro (FUNDEF). Escola Uma Terra para Educar. RS.

Publicado no livro Aprendiz, Feira do Livro de 2009. Porto Alegre.

Este poema é dedicado às mulheres, de todas as tribos do mundo que, lado a lado com seus homens, tecem uma nova sociedade, de iguais, solidária, socialista, honrando a história de nossos guaranis e de todos os nossos ancestrais.


Quem é aquela mulher,
com a cria nas costas andando,
por esses pagos vagando,
anônima mas não vencida
pelas armas e feridas
dos dominadores de então
que, como os de todo o tempo,
vêm impondo a escravidão?

Aquela mulher é Juçara,
amada do índio Sepé,
cujo brado ainda se ouve
nas bandas do Caiboaté.
E, assim como suas iguais,
irmãs de todas as tribos,
conhecedora da dores
trazidas por inimigos.

Irmãs amantes das matas,
da terra e suas flores,
transbordantes de amores
por seus homens guerrilheiros
- bravos e heróicos companheiros -
na busca da liberdade,
a quem quiseram impor
uma injusta sociedade.

Irmãs rebeldes, guerreiras,
em defesa de seu povo,
se quedam em nossa memória,
construindo a trajetória,
na busca de um mundo novo,
liberto de todo o abandono,
onde retumbe o grito
de que "Esta terra tem dono!"

Quem é aquela mulher,
com seu corpo tão pequeno,
de olhos vivos, serenos,
pela estrada vigilante,
levando a luta adiante
pela Paz não alcançada,
tecedeira de sonhos,
no entardecer, na madrugada?

É Juçara, mãe-mulher,
alma libertária,
indígena,
negra, branca,
camponesa,
operária.

A germinar no continente
latino-americano, mestiço
- pleno de luta e feitiço -
como elos de um cordão
nossas crioulas sementes
do forjar de uma Nação.

Fazendo o nosso sonho
realidade se tornar,
pelo legado de lutas,
da experiência missioneira,
no raiar de um novo tempo
nesta pátria brasileira!

Publicação inspirada na ida ao Salto do Iucumã, Parque do Turvo, na cidade de Derrubadas, nas barrancas do Rio Uruguai, no dia 25.02.2011.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Até um dia!


Para César Augusto, que já se foi há tanto tempo, no dia de seu aniversário...

Sonhar...
que a saudade vai chegar
nas mãos estendidas,
no abraço apertado,
no tímido
e promissor beijar...

No encontro a dançar
a Ciranda da Vida...
Nas acolhedoras avenidas
do tanto amar...

Até um dia!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

convite

CONVITE!


ESTE BLOG É PARA QUEM TIVER O DESEJO DE COMPARTILHAR!!!

ESCREVAM SUAS POESIAS, CONTOS, ESCRITOS, COMENTÁRIOS, TROCAS DE CARÍCIAS EM VERSO E PROSA.

ANIMEM-SE A MOSTRAR A SENSIBILIDADE, A POESIA QUE TEM MORADA NA ALMA...
EU FICAREI FELIZ!!!

BEIJOS SOCIALISTAS E DE LUZ! (A MELHOR FORMA QUE ENCONTREI DE DIZER DO MEU AMOR POR VOCÊS E PELA VIDA...

JU

Poeminha


Minha alma é a morada
de tuas saudades.
Meu corpo é o domicílio
de teus desejos.
Meus olhos são o espelho
de tuas vontades.
Minha boca é a pousada
de teus beijos...

E a lua,
em silêncio,
testemunha!
Nesta noite minha
de saudades,
desejos,
vontades
e teus beijos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia do Amor

Hoje... fiquei sabendo por um dos meus filhos, o Carlos, que me enviou, cedinho, um lindo torpedo, dizendo: te amo!

Lá vai, então, do meu livro Aprendiz (Feira do Livro de Porto Alegre,2009),


ULTIMO POEMA DE AMOR DE UMAS APRENDIZ

Natural, criatura,
é amar...
O resto é especulação!

Natural, criatura,
é a frondosa árvore,
por todo o tempo do mundo,
amar a semente,
a flor, o fruto.
Amar a terra e a água
que lhe permitem a seiva.
Natural, criatura,
é derramar-se em poesia
que vida irradia
que rouba a calma
que espanta e encanta
tocando, de leve,
as partes essenciais da alma.
Natural, criatura,
é deixar fluir
a saudade e suas irmãs,
as lágrimas,
numa noite fria
sem acalanto,
com espanto
por tanto sentir.
Natural, criatura,
é o encontro
naquele porto
não tão seguro,
escuro,
quando não há luar
a clarear o caminho.

Natural, criatura,
é o amor...
O resto é figuração!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Para Floripa!


É novembro
numa ilha encantada...
Mágica Ilha do meu andar!

Fantasias...
Alegrias...
Caminhares...
Ventos em alegorias
pelos chegares...

Olhos de carinho,
mãos amigas de aconchego,
abraços de sossego,
pássaros no ninho...

É novembro
numa ilha encantada...
Mágica Ilha do meu sonhar!