sábado, 16 de junho de 2012



Confissões...


Quando o amor 
se traduz
em confissões,
assim, aos borbotões, 
o mundo se transforma
e toma a forma 
de luz, em outras dimensões...

O sol aquece,
o ar penetra,
a terra recebe,
a lua ilumina,
a floresta aninha...
Bebe-se água da nascente
com a concha das mãos...
Sorve-se o mel
do amor do outro
como a abelha sorve 
o néctar da flor...
A alma comanda o caminho.
Transforma-se a saudade
na beleza do chegar
ao ninho...

Quando o amor se traduz em confissões...


Para Lola, sobrinha amada, em uma tarde de sábado - com chuva  e frio - nesta Porto Alegre de todos os amores...


sábado, 2 de junho de 2012



Frio...




Ares de inverno... 
Ventos que chegam
e
chuvas que dançam 
ao sabor dos ventos...


Frio, frio, frio...
Muito frio.
Com lágrimas de chuvas
e chibatadas de ventos...
PARA FERNANDO PESSOA...

Saibam vocês, 
homens de meus amores...

Sim, assim, 
no plural...

Estupefatos?

Não é para tanto,
meninos...

Apenas compreendam...
Acabou-se o tempo da incerteza!

E a certeza chega
para afirmar
que amar,
seja o que for...
Tantos, quantos,
é pura delicadeza!

Ah, Fernando Pessoa...
"nascido, a cada momento, para a eterna novidade do mundo..."

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Teus passos...

Em algum lugar do mundo
andam teus passos...
Sob sóis, luas, chuvas, estrelas
e poluições...
(embora ainda se vislumbre flores...)

No silêncio, a percepção em mim
da chegada de teus passos...
Naquela morada,
a morada do amor...

E, nela, a percepção em ti
de que cada um de teus passos
transforma sonhos
em concretudes de amor.
Em caminhos abertos para o novo
que teus passos conquistaram...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hoje, apenas um fragmento...


"Quisera estar sendo embalada, neste instante,
pelo carinho encantado das avós...
Ou mesmo retornar ao amoroso útero de minha mãe...
Quisera, agora, o conforto desses sagrados lugares....

domingo, 27 de maio de 2012

NÃO!


Não!
Não te quero meu!
Te quero solto no mundo,
no mais profundo
sonho de liberdade...


Não!
Não te quero meu!
Te quero teu,
sem culpas, sem desculpas,
sem condenações...


Não!
Não te quero meu!
Te quero vivo,
pulsante, delirante,
poetante, viajante,
visitante nos mundos
em que habito...


(Mas te aviso! São loucos
os mundos em que habito...)


Não!
Não te quero meu!
Te quero inteiro,
verdadeiro!
Tu mesmo, a esmo,
a dobrar esquinas 
que são tuas
e não minhas...


Não!
Não te quero meu!
Te quero o que chega
e sai, na hora precisa 
e nem me avisa...


Não!
Não te quero meu!
Pois, só assim,
em segundos,
nós dois, libertos e profundos,
sob a lua, toda nua,
fecundaremos um novo mundo...


Nem meu, nem teu...
De todos! 
Da Humanidade!
De claridade,
Sem saudade,
sem dor,
prenhe de amor!



VEM...


Vem olhar estrelas comigo.
Ouvi-las, até, como disse o poeta...


Vem sentar à beira da estrada
e deixar a vida nos derramar ensinamentos...


Vem deitar às margens do rio
e escutar, comigo, o som das águas...


Vem olhar, comigo, a lua cheia
e voar, de mãos dadas, ao in finito...


Vem ouvir minhas histórias -loucas e verdadeiras
e dizer-me das histórias de tua vida...


Vem deitar tua cabeça no meu colo
e deixar que eu te ofereça o guardado beijo...


Vem me dar a mão,  enlaçar-me pela cintura
e permitir-te o abraço apertado que te dou...


Vem derramar tuas lágrimas das coisas da vida
em minha vida de tantas coisas...


Vem deixar que o amor possa fluir
ao compasso marcado de teu bailar comigo...


Vem...
Simplesmente, vem!
Comigo e junto com quem está a construir
aquele novo mundo que sonhamos!

Libertário, amoroso, solidário, terno,

Feminista!
Socialista!
Em transbordantes transformações...


Vem, 
Simplesmente, vem!
Te juro que não dói!
Te juro!


Esta poesia surgiu numa madrugada (daquelas minhas... inspiradas...).
A dediquei a todas as mulheres e a todos os homens que participaram do processo da 2a. Conferência do PCdoB sobre a Emancipação das Mulheres.
E a declamei no Rio Grande do Sul no dia 12 de maio e,  em Brasília,  no dia 20 de maio de 2012.
Em abril de 2011 escrevi que havia muito tempo que não postava nada em meu blog... apesar de ter escrito tanto...
Coisas da vida... que, ao reiniciar hoje com poesias que brotaram neste tempo todo, serão compreendidas...
naturalmente, por quem tem em si o milagre de viver com sensibilidade.
Enviarei, também, para todo meu correio eletrônico, o endereço deste blog.
E entrarei, finalmente, no face... a pedido de tantas pessoas queridas de minha vida...onde divulgarei o Verso e Prosa - a gente quer Poesia...
À noite, creio, recomeço... hoje a noite... não numa noite futura de um futuro abril... até porque, o lindo abril de 2012 já passou...

Beijos.

Ju




sábado, 24 de setembro de 2011

Voltando...

Credo! Desde abril que não posto nada em meu Verso e Prosa - a gente quer Poesia... Falta de tempo... muito trabalho (lugar comum...).
Não é por falta de Poesia... essa vem com a inspiração, o momento, o sentir, algo que se vê, uma palavra solta no ar...enfim, ela vem! E não tem hora certa para chegar...simplesmente, vem! E com ela o tempo se faz eterno...

Retorno daqui a pouco... vou ver que poesia postarei nesse reinício...

A aproveito para dizer: escrevem-me... comentem... me brindem com suas poesias...troquemos ternuras...

Beijos.

domingo, 10 de abril de 2011

Uma vez mais...

Me fui...
Mais uma vez,
me fui.

Deixei-te com aquele
teu olhar de sonhos
grudado em mim.

Não olhei para trás...
A furtiva lágrima
não poderia ser
o que te deixaria.

Preferi o sorriso
que gostas
e que terás sempre
como despedida.

Nosso último abraço,
parecia de brinquedo...
Folguedo de paz,
um laço,
uma guirlanda de flores...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Poema sem título...


Chegaste,
de novo,
em meu viver...

Estranho,
sempre nas horas
sem esperanças...

Aquieto-me,
para sorver
o agora e as lembranças...

Que mais te dizer?
Como não sei,
calo-me...

E deixo-te,
mais uma vez,
lágrimas e saudades...

E essa vontade
de te ver...
E te dar um beijo
tão devagar
que beire a eternidade!
.


Poeminha de Amor


Quisera ser um anjo
de longas e violetas asas!

Pousaria, assim, em tua alma...

Aquietaria, assim, teu coração...

Aplacaria, assim, tuas tantas saudades de mim...

Mario Quintana e o Amor


" Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor.
Estão dando corda ao relógio do mundo."


" A amizade é o amor que nunca morre."


" O amor é quando a gente mora um no outro."


" Amar é mudar a alma da casa."



sexta-feira, 11 de março de 2011

Quisera...


Quisera ser um anjo
de longas e violetas asas!

Pousaria, assim, em tua alma...

Aquietaria, assim, teu coração...

Aplacaria, assim,
tuas tantas saudades de mim...

terça-feira, 8 de março de 2011

Das horas do encontro

Eis que aumenta o desafio!
Fio, teia, espaço, cansaço,
diferença, desigualdade,
vela, chama, luz, lua,
ventre, vento, tempestade!
Eis que aumenta o desafio!
Guerreiras, amadas, odiadas,
despachadas, desaforadas, sacudidas,
desvairadas, enlouquecidas.
Eis que aumenta o desafio!
Chega! Deu! Morreu!
Romper amarras,
afiar as garras,
brilhar a alma,
empinar o corpo,
atilar a mente,
romper correntes,
fazer brotar do novo
do ventre do povo
como, dos nossos, brotam vidas,
paridas, alucinadas, maravilhadas.
Não mais sofridas!
Brotam pela esperança do amanhã,
moldado, forjado, transmutado.
Do amanhã de luas e sóis
entrelaçados,
respeitados na diferença,
igualados na crença,
na certeza, na afirmação e na beleza
de desmontar a opressão,
de ser mente e coração,
em unidade,
voando pra Liberdade!

Publicado em "Aprendiz", Feira do Livro de 2009.

Escrito num 8 de março... Agora não sei se do século passado ou deste... Quem sabe, tudo pode ser...Do século XIX???

Ainda valendo...

Neste 8 de março... terça feira de carnaval... beijos feministas, de folia e de luz!!!








sábado, 26 de fevereiro de 2011

Solidão... Saudade...


Nas areias de uma praia qualquer
de meu país
escrevi minha solidão...
Nas ruas, muros e calçadas
de uma cidade qualquer
de meu país
escrevo minha saudade.

A solidão dói.
A saudade, ah, essa constrói!
A solidão não me serve para companheira.
A saudade pode ficar comigo a vida inteira!

A solidão é para quem não tem ousadia.
A saudade, ah, essa é para quem
tem a coragem de morrer
para, depois, renascer.

Renascer para a vida
escrevendo, em areias,
o que, aos poucos, finda.
Mesmo que seja dor ainda...
E, em pedras, o que deva ficar
para fortalecer
toda a beleza
de qualquer bem querer...


Como disse meu camarada e amigo Rafael Simões (Rafa UNE) essa poesia é a cara de todos nós que, muitas vezes, longe dos pagos e de nossas familias, andamos nesse Brasil de nossas vidas nas lutas cotidianas por um novo mundo.

E foi lindamente musicada e interpretada por Marquinho, camarada novo, ainda não conhecido pessoalmente, lá de Palmares, em Pernambuco.

Poesia mundana essa!!! Que bom!!! Se gostamos de escrever, se as palavras, os versos, as prosas, brotam de sentimentos, de vivências, de aprendizados, de convivências, das relações humanas, do amor, que se joguem na vida! Vão para o mundo!!! Sejam interpretadas nos corações e nas musicas por todos que tem a sensibilidade de amar a arte, como se bebessem água da fonte com a concha de suas mãos.







.

Índia Missioneira


Poema que faz parte do CD e da Publicação "Sepé Tiaraju e o Povo Guarani presente na memória do povo".

Projeto 250 anos dos Sete Povos das Missões. Realização da Fundação de Desenvolvimento, Edu-
cação e Pesquisa da Região Celeiro (FUNDEF). Escola Uma Terra para Educar. RS.

Publicado no livro Aprendiz, Feira do Livro de 2009. Porto Alegre.

Este poema é dedicado às mulheres, de todas as tribos do mundo que, lado a lado com seus homens, tecem uma nova sociedade, de iguais, solidária, socialista, honrando a história de nossos guaranis e de todos os nossos ancestrais.


Quem é aquela mulher,
com a cria nas costas andando,
por esses pagos vagando,
anônima mas não vencida
pelas armas e feridas
dos dominadores de então
que, como os de todo o tempo,
vêm impondo a escravidão?

Aquela mulher é Juçara,
amada do índio Sepé,
cujo brado ainda se ouve
nas bandas do Caiboaté.
E, assim como suas iguais,
irmãs de todas as tribos,
conhecedora da dores
trazidas por inimigos.

Irmãs amantes das matas,
da terra e suas flores,
transbordantes de amores
por seus homens guerrilheiros
- bravos e heróicos companheiros -
na busca da liberdade,
a quem quiseram impor
uma injusta sociedade.

Irmãs rebeldes, guerreiras,
em defesa de seu povo,
se quedam em nossa memória,
construindo a trajetória,
na busca de um mundo novo,
liberto de todo o abandono,
onde retumbe o grito
de que "Esta terra tem dono!"

Quem é aquela mulher,
com seu corpo tão pequeno,
de olhos vivos, serenos,
pela estrada vigilante,
levando a luta adiante
pela Paz não alcançada,
tecedeira de sonhos,
no entardecer, na madrugada?

É Juçara, mãe-mulher,
alma libertária,
indígena,
negra, branca,
camponesa,
operária.

A germinar no continente
latino-americano, mestiço
- pleno de luta e feitiço -
como elos de um cordão
nossas crioulas sementes
do forjar de uma Nação.

Fazendo o nosso sonho
realidade se tornar,
pelo legado de lutas,
da experiência missioneira,
no raiar de um novo tempo
nesta pátria brasileira!

Publicação inspirada na ida ao Salto do Iucumã, Parque do Turvo, na cidade de Derrubadas, nas barrancas do Rio Uruguai, no dia 25.02.2011.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Até um dia!


Para César Augusto, que já se foi há tanto tempo, no dia de seu aniversário...

Sonhar...
que a saudade vai chegar
nas mãos estendidas,
no abraço apertado,
no tímido
e promissor beijar...

No encontro a dançar
a Ciranda da Vida...
Nas acolhedoras avenidas
do tanto amar...

Até um dia!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

convite

CONVITE!


ESTE BLOG É PARA QUEM TIVER O DESEJO DE COMPARTILHAR!!!

ESCREVAM SUAS POESIAS, CONTOS, ESCRITOS, COMENTÁRIOS, TROCAS DE CARÍCIAS EM VERSO E PROSA.

ANIMEM-SE A MOSTRAR A SENSIBILIDADE, A POESIA QUE TEM MORADA NA ALMA...
EU FICAREI FELIZ!!!

BEIJOS SOCIALISTAS E DE LUZ! (A MELHOR FORMA QUE ENCONTREI DE DIZER DO MEU AMOR POR VOCÊS E PELA VIDA...

JU

Poeminha


Minha alma é a morada
de tuas saudades.
Meu corpo é o domicílio
de teus desejos.
Meus olhos são o espelho
de tuas vontades.
Minha boca é a pousada
de teus beijos...

E a lua,
em silêncio,
testemunha!
Nesta noite minha
de saudades,
desejos,
vontades
e teus beijos!